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Entrevista - Crudeliter

November 18th, 2008 by DiegoTF

Formada em 2003, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, A Crudeliter tem como proposta um Death Metal trampado e brutal, após 2 anos fora de atividade retorna com nova formação e força total.

Conversamos com o Vocal Rodrigo Ramirez que nos enteirou sobre a história e tragetória da banda. Confiram!

PM: Para começar, poderiam contar como surgiu a banda e o significado do nome Crudeliter para os integrantes?

Rodrigo Ramirez: Foi numa bebedeira no final de 2003, Negom, César, Thiago e Ramirez estavam começando a tocar, e eu tinha saído de uma banda de Death Melódico fazia mais de 8 meses, eles me colocaram a par do projeto e demos início às atividades da banda. O nome Crudeliter vem do latim e significa crueldade, inumanidade, e para nós, representa toda a desgraça que provém do ser humano e de suas ações: destruição, morte, hipocrisia, alienação procedente da maldita religião, etc.

PM: A banda iniciou as atividades em 2003, em Foz do Iguaçu. O que mudou, musicalmente, na banda desde o início?

Rodrigo Ramirez: Cara, algumas coisas mudaram, mas nunca deixamos de lado a proposta principal da banda, que é tocar um Death Metal trabalhado mas sem perder a brutalidade. A banda teve várias formações e cada integrante que passou pela banda trouxe algo novo, diferente, mas sempre procuramos incorporar isso à nossa proposta principal.

Hoje em dia as músicas estão mais trabalhadas e pesadas, sempre quando compomos, a gente se imagina na frente do palco num show, ou escutando aquela música num CD, o que o som nos passa e qual a intensidade e vontade que nos dá de “banguear” (bater cabeça) e curtir aquele som. A essência da Crudeliter vai e tem que estar ali naquele som!

PM: Vocês já estão com 5 anos de estrada. Qual foi a maior dificuldade que a banda já enfrentou?

Rodrigo Ramirez: Rsrs, são tantas que nem cabe numa entrevista só rsrsrs, toda banda de Metal, principalmente metal extremo passa por dificuldades, no começo nós andávamos debaixo de um sol de mais de 40º carregando equipamento por mais de 10 km rsrsrs, ensaiávamos numa casa abandonada com um equipamento bixeira, o começo é sempre foda, a grana sempre foi curta e ainda é.

Uma das maiores dificuldades da banda é conseguir estabilizar formação, mas isso é normal em qualquer banda, agora estamos firmes, mas como nosso baterista tem outra banda fica difícil conseguirmos conciliar data de shows, mas estamos na luta e nos empenhando para tocar.

Aprendemos muita coisa com isso, e com certeza crescemos muito como músicos e principalmente como pessoas, nada na nossa trajetória veio de mão beijada, sempre tivemos que correr atrás e lutar por nosso espaço e isso foi e ainda é muito importante pra gente.

PM: Nos conte um pouco como foi tocar fora do país?

Rodrigo Ramirez: Putz, foi uma experiência muito massa, foda pra caralho! Tocamos duas vezes no Paraguay, o público de lá é muito receptivo e curte pra caralho os shows, conseguimos mostrar o que queríamos, que o Brasil tem muita banda de qualidade, levamos o nome do underground nacional juntamente com outras bandas que tocaram por lá, e fizemos isso com muito orgulho!, e isso foi muito bem recebido por lá!

O suporte dado pelos organizadores também é foda, a cena lá é muito forte. Com certeza gostaríamos de voltar e fazer uma mini tour sul-americana.

PM: E como foi tocar com bandas como Funeral(Paraguai), Krisiun, Mortualha, Lobotomy(Argentina), Ímpia Profanacion(Bolívia), Féretro e Syndrome(Paraguai)?

Rodrigo Ramirez: Simplesmente foda, são bandas que representam bem o cenário nacional e sul-americano, trocar experiência com bandas que estão a uma década na estrada como o Krisiun o Funeral e o Lobotomy, (que acabou devido ao falecimento do guitarrista/vocal Pablo Bragga) e também com bandas que como nós estavam com pouco mais de três anos na época, acrescentou muito pra gente.

Sempre quando tocamos procuramos trocar idéia e experiências com as outras bandas, também com os bangers que comparecem e os organizadores, sempre com humildade, eu acho que isso faz a cena crescer.

PM: Em 2006 vocês lançaram a demo Dehumanization. Como foi o processo de gravação e divulgação?

Rodrigo Ramirez: Foi bem apertado em relação a tempo e orçamento, tínhamos acabado de estabelecer nova formação e o guitarrista Negom ainda morava em Foz, ele veio pra Londrina, ensaiamos em uma semana e gravamos a Demo, foi feita uma gravação do ensaio no Audi Pro estúdios aqui em Londrina, foi bem corrido pois só tínhamos dinheiro pra uma hora de gravação, mas no final deu tudo certo.

No mesmo dia da gravação já criamos o Myspace da banda e começamos a divulgar por internet: e-mail, Orkut, myspace, etc. e teve uma ótima repercussão e foi bem recebido por parte do público e alguns sites especializados, fizemos poucas cópias do material físico (CD) e pouca gente tem esse CD. Agora ele está disponível pra download, completo em nosso myspace.

PM: O que vocês acham da cena nacional? E da sua cidade (Foz do Iguaçu)?

Rodrigo Ramirez: É uma cena forte, que está crescendo cada vez mais, temos muitos zines revistas e websites especializados que apóiam e divulgam a cena e principalmente os bangers que sempre comparecem nos show e apóiam as bandas. Mas faltam algumas coisas como um apoio maior às bandas underground, principalmente quanto a lançamentos, hoje em dia lançar um Cd de forma independente é muito complicado e caro, falta profissionalismo dos selos em geral.

Falta também algumas pessoas mudarem o pensamento em relação a shows, pois ainda tem muita gente que paga vinte reais pra ver 3 bandas covers e choram pra pagar sete reais e ver bandas que fazem seu próprio som. A cena em Foz do Iguaçu cresceu muito de uns anos pra cá, começou a rolar vários shows foda por lá, e tende a crescer ainda mais.

PM: Como a maioria dos guerreiros do Underground os integrantes possuem outra ocupação, certo? Quais seriam?

Rodrigo Ramirez: Com certeza, amamos muito o metal e nos dedicamos muito a isso, mas infelizmente no Brasil é difícil viver somente em função deste. Eu estudo psicologia e trabalho como garçom, o Gabriel e o André estudam psicologia e biologia respectivamente, todos na mesma universidade, e o Negom trabalha como atendente de call Center e está tentando faculdade de geografia.

PM: Após 2 anos fora de atividade, em 2008 a banda volta com nova formação e muda de cidade – Londrina/PR – e está trabalhando no projeto do EP Catastrophic Decay.

Como está sendo a produção do EP? Previsão de lançamento ainda para este ano?

Rodrigo Ramirez: Isso, voltamos em 2008 com força total, o EP está quase pronto, a parte musical e arte gráfica já estão prontas, desta vez a gravação foi feita com o maior profissionalismo possível, todos os instrumentos foram gravados em trilhas separadas, o Bressan do Audio Pro estúdios aqui em londrina fez um trabalho de mixagem e masterização muito bom, gostamos muito do resultado.

A parte gráfica também ficou fudida, a arte passa muito bem a essência das músicas, estamos satisfeitos com o trabalho. A previsão de lançamento é ainda pra este ano, possivelmente em meados de dezembro, pois ainda falta fechar a prensagem dos CD’s.

PM: E para o futuro, a banda já tem planos?

Rodrigo Ramirez:
Com certeza, vamos buscar fazer o máximo de shows possível no país e tentar fechar uma tour nacional. Também já estamos trabalhando nas músicas que farão parte do nosso primeiro e tão esperado full lenght no próximo ano.

É tudo uma questão de se organizar e trabalhar arduamente para que isso aconteça.

PM: Nos do Projeto Metal agradecemos a atenção e desejamos muito sucesso a Crudeliter! Agora o espaço é de vocês:

Rodrigo Ramirez: Nós que agradecemos o espaço para poder compartilhar e divulgar nosso trabalho, gostaríamos de parabenizá-los pelo site e pelo apoio. Estaremos sempre à disposição, e sempre na luta, apoiando o máximo possível à cena nacional.

E esta semana disponibilizaremos outra musica que fará parte de nosso EP em nosso myspace, confiram.

Força e honra a todos!!

Crudeliter, a destruição sonora continua….PORRA!!

Links da banda:

Contatos:

  • crudeliter@gmail.com
  • rrfceboladeath@hotmail.com

Entrevista por: Evenim, DiegoTF e Tairo [Projeto Garagem]

Postado em Entrevistas |

2 Comentarios

  1. Crudeliter - Death Metal | Projeto Metal Says:

    [...] Veja também a entrevista! [...]

  2. Rodrigo Cebola Says:

    Valeu pelo espaço e apoio Diego, Nós da banda Crudeliter agradecemos o espaço cedido e parabenizamos pelo trabalho do site e pela parceria com o Gargem do Metal e todos os parceiros do site!! trampo fudido e de qualidade em apoio a cena nacional!!
    Valeu ae!!
    Força e Honra sempre!

    Rodrigo “Cebola”, Crudeliter vocals

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